Tainara Tomé Correia Valadão, de 32 anos, enfrentou um momento crítico em sua vida quando, grávida de oito meses, teve que deixar sua casa em Juiz de Fora devido a deslizamentos de terra provocados pelas intensas chuvas de fevereiro. Ao lado de sua filha de 14 anos, também grávida, e de seus três outros filhos, Tainara percorreu a pé cerca de 30 minutos até um abrigo.

Uma nova rotina

Mais de três meses após a tragédia, a família vive um novo capítulo com a chegada de dois bebês: Rael, de 1 mês, e Maria Hellena, de 2 meses. A rotina agora é dividida entre os cuidados dos recém-nascidos, despesas do dia a dia e a adaptação a um apartamento temporário cedido pela Prefeitura.

Acolhimento e mudança

Inicialmente, a família buscou abrigo na Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves, e depois passou duas semanas em um hotel. Atualmente, eles moram em um apartamento de três quartos no bairro Alto dos Passos, mas Tainara revela que as crianças sentem falta da liberdade que tinham na antiga casa, onde brincavam na rua.

Desafios diários

Além da mudança física, Tainara se vê sem a rede de apoio que tinha antes, uma vez que morava perto de suas irmãs. Agora, enfrenta a rotina praticamente sozinha com seus filhos. Para garantir a alimentação e despesas básicas, a família recebe o Auxílio Reconstrução, além de outras ajudas do governo e doações.

Memórias da tragédia

Tainara relembra a noite em que teve que deixar sua casa, quando presenciou o barranco cedendo e sentiu a urgência de buscar um abrigo. Com medo e exaustas, a família saiu apenas com algumas roupas e seguiu a pé até um local seguro.

Um futuro incerto

Com a casa ainda interditada e sem condições de ser habitada, a incerteza sobre o futuro persiste. Contudo, a chegada de Rael e Maria Hellena traz esperança e um novo significado à vida da família, que agora busca cuidar dos bebês com amor e carinho, mesmo diante das dificuldades.