O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá nesta quinta-feira (28) com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro visa a assinatura de acordos focados no combate ao crime organizado na fronteira e na cooperação ambiental entre os dois países.

Primeira mulher presidente do Suriname

Jennifer Geerlings-Simons, que faz parte do Partido Nacional Democrata, é a primeira mulher a ocupar a presidência do Suriname. Durante a reunião bilateral, os líderes discutirão maneiras de fortalecer a colaboração entre Brasil e Suriname, ambos localizados na região amazônica.

Temas em pauta

De acordo com o governo brasileiro, a agenda da reunião abordará questões cruciais, como segurança na Amazônia e o combate ao crime organizado transnacional. Além disso, os líderes discutirão a integração logística, que inclui a rota marítima pelo norte do Brasil, obras de infraestrutura para exportação e a ampliação das relações comerciais e de segurança alimentar.

Prioridades adicionais

O Ministério das Comunicações destacou que outros quatro eixos prioritários também serão tratados: petróleo, conectividade e infraestrutura, programas sociais e agronegócio. A intenção é que as discussões resultem em soluções práticas durante o encontro entre os presidentes.

Preparação para a reunião

Ministros do Suriname chegaram ao Brasil no início da semana para participar de reuniões preparatórias com seus homólogos brasileiros. Essas reuniões visam diagnosticar questões relevantes que serão apresentadas durante o encontro entre Lula e Geerlings-Simons.

Fronteira e desafios comuns

Brasil e Suriname compartilham uma fronteira terrestre de 593 quilômetros, a menor do Brasil com um país vizinho. O Suriname possui uma vasta área florestal que cobre 95% de seu território, sendo seus principais produtos o petróleo e o ouro. Apesar da proximidade, o acesso por terra é complicado devido à geografia da região. Ambos os países também enfrentam desafios relacionados ao garimpo ilegal, tráfico de drogas e crimes transnacionais em suas áreas de fronteira.