Nesta sexta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma nova linha de crédito voltada para entregadores que utilizam aplicativos, com o objetivo de facilitar a aquisição de motos e bicicletas elétricas. A iniciativa faz parte de um esforço para promover a descarbonização e a modernização da frota de veículos de entrega no Brasil.
Quem pode participar?
A linha de crédito estará disponível a partir de 13 de julho e é destinada a motociclistas e ciclistas que realizam serviços de transporte urbano, seja de passageiros ou de carga. Para se qualificar, os profissionais precisam comprovar um mínimo de seis meses de atividade e ter completado pelo menos cem corridas.
Como funciona o processo de adesão?
Os interessados em participar devem acessar um portal digital oficial, onde poderão autorizar o compartilhamento de dados. Essa autorização permitirá que instituições financeiras, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, validem a elegibilidade dos candidatos.
O que pode ser financiado?
Os veículos que poderão ser adquiridos com a linha de crédito incluem motos com até 160 cilindradas, bicicletas e outros veículos autopropelidos elétricos de até 1000 Watts, além de motos, motonetas e ciclomotores elétricos com potência de até 7500 Watts.
Condições do financiamento
As taxas de juros variam de acordo com o gênero do solicitante: será de 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens e 11,5% ao ano (0,91% ao mês) para mulheres. O prazo para pagamento será de 48 meses, com uma carência de dois meses antes do início das parcelas.
Exemplo de operação financeira
Durante o anúncio, o governo apresentou um exemplo prático: um financiamento de R$ 21 mil resultaria em uma prestação mensal de aproximadamente R$ 552. Para minimizar os riscos da operação, o Fundo de Garantia de Operações (FGO) será utilizado, cobrindo 50% da carteira de crédito e 100% do valor da operação.
