No evento de abertura do Web Summit 2026, que acontece no Rio de Janeiro até o dia 11, a cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, compartilhou a trajetória de sucesso da empresa, que atualmente é avaliada em impressionantes US$ 22 bilhões. Luana destacou a influência de suas raízes brasileiras e o uso intensivo de inteligência artificial como fatores fundamentais para o crescimento da plataforma de mercados de previsão.
Otimismo Brasileiro
Luana, que nasceu e cresceu no Brasil, acredita que o otimismo do povo brasileiro é um elemento chave na resiliência da Kalshi. Em suas palavras, “uma das qualidades mais negligenciadas dos brasileiros é o puro otimismo e a crença de que as coisas vão dar certo”. Este espírito foi crucial nos primeiros anos da Kalshi, que enfrentou dificuldades ao negociar com reguladores dos EUA, passando de três a quatro anos sem um produto ativo.
Investimentos e Crescimento
A Kalshi recentemente levantou US$ 1 bilhão em uma nova rodada de investimentos, o que dobrou sua avaliação em poucos meses. Segundo Luana, o Bank of America considera a Kalshi como a empresa de crescimento mais rápido nos Estados Unidos, fora do setor de inteligência artificial. Para sustentar esse avanço, a empresa planeja expandir sua presença tanto no varejo americano quanto no mercado institucional, com foco em bancos e fundos de hedge.
Inteligência Artificial como Aliada
Um dos principais fatores que contribuem para a agilidade da Kalshi é a integração da inteligência artificial em suas operações. Luana mencionou que, mesmo com uma equipe enxuta de 170 funcionários, cada engenheiro conta com cerca de vinte agentes em nuvem para executar tarefas, aumentando a eficiência. Esse modelo de operação permite uma estrutura organizacional mais horizontal e acelera a tomada de decisões.
Desafios Regulatório
No entanto, apesar do sucesso nos EUA, a Kalshi enfrenta desafios regulatórios em outros mercados, incluindo o Brasil. Recentemente, uma decisão do Ministério da Fazenda restringiu a atuação dos mercados de previsão no país. Luana vê esse cenário como uma oportunidade para educar os países sobre o que a empresa faz, ressaltando a necessidade de diferenciar os mercados de previsão de apostas e cassinos.
Visão para o Futuro
Com uma visão ousada, Luana expressou sua crença de que os mercados de previsão poderão até mesmo superar o mercado de ações em tamanho. “É apenas uma questão de tempo. Estamos apenas nos EUA ainda, mas o céu é o limite para esta classe de ativos”, afirmou, prevendo um horizonte de cinco a dez anos para essa evolução.
