O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, acusado do homicídio do gari Laudemir de Souza Fernandes, continua em regime prisional após mais um pedido de habeas corpus ser negado. A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) analisou o caso nesta quinta-feira (18).

Histórico do Pedido de Habeas Corpus

Este não é o primeiro pedido de soltura feito pela defesa de Renê. Em fevereiro, o TJMG já havia negado um habeas corpus similar. Após recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a corte entendeu que a defesa não teve a oportunidade adequada de apresentar seus argumentos, determinando que o pedido fosse reavaliado pelo TJMG.

Decisão do Tribunal de Justiça

Após a reanálise, os desembargadores do TJMG mantiveram a decisão anterior, negando novamente a liberdade ao empresário. Com isso, Renê segue preso à disposição da Justiça enquanto o caso continua em tramitação.

O Crime

O crime ocorreu na manhã do dia 11 de agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. Renê da Silva Nogueira Junior foi preso após disparar contra Laudemir, que trabalhava como gari, durante uma discussão sobre o tráfego causado pelo caminhão de coleta de lixo.

Confissão e Investigação

Uma semana após o crime, o empresário confessou ter efetuado os disparos, alegando que usou a arma de sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, sem seu conhecimento. A perícia confirmou que a arma pertencia à delegada, levando a Polícia Civil a abrir uma investigação sobre como a arma estava sob a guarda do casal.

Consequências Legais

Além da prisão de Renê, o Ministério Público de Minas Gerais também solicitou o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do empresário e de sua esposa, visando garantir uma possível indenização à família da vítima. Laudemir, que tinha 44 anos, era um trabalhador respeitado e estava prestes a ser promovido quando foi tragicamente assassinado.