A intervenção no contrato do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público de Campo Grande, foi oficializada com a nomeação de quatro interventores. Destes, três vêm de estados como Mato Grosso, Alagoas e Rio de Janeiro, enquanto um é de Mato Grosso do Sul.
Motivação da Intervenção
A decisão foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande nesta terça-feira (16) e visa afastar o consórcio da gestão até que as irregularidades sejam devidamente analisadas. O consórcio é composto por empresas como Viação Cidade Morena Ltda, Viação São Francisco Ltda, Jaguar Transportes Urbanos Ltda e Viação Campo Grande Ltda.
Prazos e Objetivos
A intervenção terá um prazo de até 180 dias para a análise das questões levantadas, com o intuito de assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população. Um relatório elaborado por uma Comissão Especial revelou irregularidades significativas, incluindo a falta de seguro nos ônibus e a contabilização de até 22 mil infrações.
Perfil dos Interventores
O interventor principal, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, é advogado formado pela UFMT e tem experiência em Direito Empresarial. Ele já ocupou cargos importantes na área jurídica e foi diretor da ARSEC até a extinção da agência.
Rodolfo Bahiense Fernandes, o interventor administrativo-financeiro, é sócio-administrador da RBF Assessoria, atuando na consultoria em gestão empresarial. Ele também possui vínculos com o VLT Carioca, onde já ocupou cargos de conselheiro e presidente de administração.
O interventor jurídico, Alexandre Souza Moreira, é um advogado atuante em Direito Público e Trânsito, sendo atualmente procurador-chefe da Agetran em Campo Grande. Por fim, Robson Tadeu Pereira, o interventor operacional, é especialista em concessões públicas e tem experiência em contratos de Parceria Público-Privada em estados como São Paulo e Mato Grosso.
