O Instituto do Mundo Lusófono, criado em 2015 em Paris, tem como objetivo fortalecer os laços culturais e econômicos entre os países que falam português. Oscar Castro Ferreira, seu diretor, destaca que o português é a quinta língua mais falada do planeta, com cerca de 250 milhões de falantes no Brasil e 10 milhões em Portugal.
O papel do instituto na promoção da língua
Ferreira, em entrevista ao podcast 'Estado de Minas', enfatiza a necessidade de transformar a língua portuguesa em um idioma de negócios, uma vez que acordos internacionais costumam ser feitos em inglês ou francês. Ele ressalta que, apesar de empresários de diferentes nacionalidades poderem negociar em português, a documentação muitas vezes precisa ser traduzida para outras línguas para ter validade.
Atividades e objetivos
O Instituto busca promover a língua e a cultura portuguesa, atuando principalmente com a iniciativa privada. Ferreira explica que a instituição realiza fóruns econômicos e está em negociações para sediar um evento em Minas Gerais, reunindo empresários e políticos para discutir a importância do português nos negócios.
Desafios enfrentados
Ferreira menciona que a insegurança política em países lusófonos pode impactar o setor privado, dificultando o trabalho do instituto. No entanto, ele reitera que a missão da entidade é alheia à política, focando na promoção da língua e na ajuda a imigrantes de países lusófonos.
A língua portuguesa e seus desafios
O diretor aponta que a língua portuguesa enfrenta quatro principais riscos: a educação inadequada, o acordo ortográfico, a linguagem inclusiva e a influência das redes sociais. Ele critica a forma como alguns professores ensinam a língua e a necessidade de manter um português universal, sem perder a riqueza das diferenças regionais.
Intercâmbio cultural e a riqueza da diversidade
O instituto também busca promover o intercâmbio cultural entre Brasil, Portugal e os países africanos de língua portuguesa. Ferreira acredita que a diversidade é uma das maiores riquezas da língua e que a troca cultural é fundamental para o fortalecimento da lusofonia. Ele defende que as diferenças não devem ser unificadas, mas celebradas, enriquecendo ainda mais o idioma.
