O Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais está intensificando seus alertas sobre os riscos relacionados à domesticação de jabutis, especialmente do Jabuti-piranga, uma das espécies mais afetadas pelo tráfico no Brasil. Apesar de serem vistos como animais de fácil cuidado, especialistas ressaltam que esses quelônios requerem atenção específica e de longa duração.
A diretora de Proteção à Fauna do IEF, Ariane Goulart, destaca que a quantidade de jabutis recebidos pelos Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) é um indicativo alarmante da situação. O IEF atua no acolhimento e reabilitação desses animais, que sofrem com o tráfico e cativeiro irregular.
Além de resgatar e cuidar dos jabutis, o instituto realiza ações de conscientização sobre os riscos da criação inadequada desses animais. Um estudo recente apontou que 72% dos jabutis analisados apresentavam contaminação por bactérias, o que representa uma preocupação tanto para a saúde dos animais quanto para a saúde pública.
Os jabutis, que podem viver mais de 80 anos, não são animais domésticos tradicionais e seu bem-estar pode ser comprometido se não forem mantidos nas condições adequadas. Para o IEF, é fundamental que a população entenda que esses animais não devem ser tratados como pets comuns, e a criação deve ser feita apenas em criadouros regulados pelo Ibama e pelo instituto.