O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, conhecido como IBC-Br, apresentou um crescimento de 0,5% em abril em comparação a março, quando ajustado para sazonalidade. Apesar de o resultado ter ficado ligeiramente abaixo da expectativa de 0,6% do mercado, ele reafirma a resiliência da economia brasileira em meio a juros elevados.
Desempenho por Setores
Na comparação com abril de 2022, o IBC-Br registrou um aumento de 0,9%. O desempenho do mês foi impulsionado principalmente pelos setores de Indústria e Serviços, que cresceram 0,4% e 0,3%, respectivamente. O setor agropecuário, por sua vez, permaneceu estável, com crescimento de 0%.
Terceira Alta em Quatro Meses
Rafael Perez, economista da Suno Research, observa que, apesar de o resultado estar abaixo das expectativas, representa a terceira alta em quatro meses, resultando em um crescimento acumulado de 1,6% nos últimos 12 meses. Segundo ele, os dados de atividade de abril reforçam a ideia de uma economia resiliente no início do segundo trimestre.
Revisões e Expectativas
A divulgação do Banco Central também trouxe revisões importantes, evidenciando que a economia operou com menor dinâmica no início do ano do que o previamente estimado. A retração de março foi revisada de 0,67% para uma queda mais leve, entre 0,18% e 0,2%. Ajustes em janeiro e fevereiro reforçam essa percepção de um ponto de partida mais forte.
Condições de Consumo e Juros
O cenário atual apresenta uma tensão entre o consumo elevado e as taxas de juros restritivas. Embora a renda real das famílias tenha apresentado crescimento, contribuindo para a demanda, o aumento das taxas de juros está começando a frear esse ímpeto. Economistas alertam que fatores externos, como a alta do petróleo, também podem impactar a renda das famílias por meio da inflação.
Projeções Futuras
Com a inflação ainda pressionada, o mercado não espera cortes significativos na taxa Selic. Projeções indicam um possível corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,25%. Apesar dos desafios, as perspectivas de crescimento para o ano permanecem otimistas, com estimativas variando entre 0,5% e 0,6% para o PIB no segundo trimestre.
