Uma homenagem emocionante marcou a despedida do pesquisador indígena Mairu Hakuwi Kuady Karajá, realizada por amigos, parentes e professores na Universidade Federal do Tocantins (UFT). O evento, que ocorreu no dia 16 de junho, foi simbolizado pelo plantio de uma muda de jatobá, representando a vida e o legado de Mairu.

Um Sonhador e Líder

Nandyala Waritirre, prima de Mairu, compartilhou memórias sobre sua vida, descrevendo-o como um sonhador que valorizava cada momento. "Ele tinha um imenso amor pela vida, gostava de viajar, experimentar novas comidas e fazer amigos. Sua essência fazia com que todos se sentissem amados e confortáveis ao seu lado," relatou Nandyala.

Uma Perda Trágica

Mairu, que tinha apenas 30 anos, faleceu no dia 14 de junho, após um infarto em Brasília, onde residia. O sepultamento ocorreu em sua aldeia, São Domingos (Krehawã), em Luciara, Mato Grosso. A comunidade sente profundamente sua ausência, mas se une para celebrar suas conquistas.

Trajetória Acadêmica

O pesquisador era graduado em Relações Internacionais pela UFT e possuía um mestrado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Ele estava em fase de conclusão de seu doutorado na França, sempre buscando promover o conhecimento a partir da visão indígena, defendendo a importância da cultura de seu povo Iny (Karajá).

Um Legado de Amor e Cultura

Leovegildo Caldas Carneiro, amigo de Mairu por cerca de dez anos, enfatizou o impacto que ele teve na vida de muitas pessoas. "Mairu era extraordinário, conseguia cativar todos ao seu redor. Sua homenagem foi repleta de sentimento e refletiu o quanto ele era amado," comentou Leovegildo.

Contribuições à Comunidade Indígena

Natural da Terra Indígena São Domingos – Krehawã, Mairu também era diretor geral de operações da Biofix Brasil e membro ativo do Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas. Ele se dedicou à preservação da cultura Iny, atuando como coordenador de projetos e professor voluntário da língua Inyrybè.