O Instituto Estadual de Florestas (IEF) divulgou o novo Guia de Trilhas do Parque Estadual do Rio Doce, um material que visa enriquecer a experiência dos visitantes e fortalecer o turismo de natureza. Com informações sobre percursos, níveis de dificuldade e orientações de segurança, o guia é um recurso valioso para quem deseja explorar essa importante unidade de conservação mineira.

Trilhas e Percursos

O guia apresenta diversas opções de trilhas, tanto autoguiadas quanto aquelas que exigem acompanhamento de condutores credenciados. Um exemplo é a Trilha do Vinhático, que se estende por 1,3 quilômetro e atravessa áreas de Mata Atlântica em regeneração, permitindo a observação de diferentes estágios de recuperação florestal. Outra opção é a Trilha do Angico Vermelho, com 1,45 quilômetro, que é acessível para ciclistas e passa por regiões preservadas próximas à Lagoa Dom Helvécio.

Para famílias ou visitantes que buscam um passeio mais leve, o guia também destaca a Trilha das Crianças, que possui apenas 182 metros de extensão, com placas interpretativas que abordam a fauna e o meio ambiente. Além disso, a Trilha do Pescador oferece uma combinação de caminhada e lazer, permitindo a pesca recreativa às margens da Lagoa Dom Helvécio.

Roteiros com Acompanhamento

Entre os roteiros que requerem acesso controlado, está a Trilha da Carioca, ideal para observação da fauna e birdwatching, que deve ser realizada com condutores credenciados. Outro percurso que necessita de acompanhamento é a Trilha Porto Capim, que leva os visitantes a áreas preservadas e ambientes voltados para pesquisa científica.

Para os mais aventureiros, o Parque oferece a Trilha Transperdida, a maior do local, com 10,8 quilômetros de extensão e nível elevado de dificuldade, proporcionando vistas deslumbrantes e pontos históricos relacionados a pesquisas científicas. O guia também inclui a Ciclotrilha TransEstalo, com 45,9 quilômetros, ideal para cicloturismo e observação de vida silvestre, como onças, antas e muriquis.

Conservação e Preservação

Além de destacar as trilhas, o material reforça a importância das regras de preservação ambiental, como a proibição de alimentar animais silvestres, fazer fogueiras e acessar áreas restritas. O gerente do parque, Vinícius Moreira, enfatiza que a iniciativa busca promover um uso público sustentável e ordenado, ressaltando que o turismo bem planejado é vital para a conservação e geração de renda.

Classificação das Trilhas

A classificação das trilhas segue a norma ABNT NBR 15505:2019, que orienta sobre atividades de caminhada em ambientes naturais, considerando a severidade do meio, as condições do terreno e o esforço físico necessário. Essa metodologia ajuda os visitantes a escolherem trilhas adequadas ao seu preparo físico e experiência.

O Parque Estadual do Rio Doce é reconhecido como o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica em Minas Gerais, sendo um destino essencial para o turismo ecológico, com rica biodiversidade, lagoas naturais e áreas dedicadas à pesquisa e conservação ambiental.