Na última segunda-feira (6), a greve dos servidores municipais de Divinópolis causou o fechamento de oito postos de saúde e pelo menos 48 escolas da rede municipal. Os trabalhadores estão em protesto contra as mudanças propostas na previdência municipal, que incluem a alteração da idade e da contribuição para aposentadoria.
Funcionamento dos serviços essenciais
A Prefeitura de Divinópolis informou que está monitorando a situação e ressaltou que os serviços essenciais, como o Serviço do Luto, a Referência em Saúde Mental (Sersam) e a Farmácia Central, estão operando normalmente. Além disso, as atividades administrativas das secretarias municipais também seguem sem interrupções.
Mobilização dos profissionais da educação
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) observou que o movimento grevista teve a maior adesão entre os profissionais da educação, embora nem todos tenham parado suas atividades. Algumas escolas mantiveram suas aulas regulares, com servidores optando por não aderir à greve.
Impacto na saúde pública
No setor de saúde, cerca de 170 dos aproximadamente 830 colaboradores aderiram à greve. As unidades mais afetadas foram localizadas nos bairros Dom Cristiano, Afonso Pena, Jardinópolis, Vila das Roseiras, Central, São José, Buritis e Santos Dumont. A Secretaria de Saúde orienta que, em casos de urgência e emergência, os usuários busquem atendimento na UPA Padre Roberto.
Comunicado da administração municipal
A Administração Municipal pediu a compreensão da população face aos transtornos causados pela greve e informou que continuará a emitir comunicados oficiais sobre a situação dos serviços públicos. A proposta de reforma previdenciária visa corrigir um déficit que atualmente ultrapassa R$ 2,5 bilhões.
Detalhes da proposta de reforma
A reforma previdenciária proposta pela Prefeitura inclui o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, seguindo modelos estabelecidos pela Reforma da Previdência Federal. Além disso, haverá mudanças na contribuição dos aposentados de forma escalonada, visando proteger os trabalhadores com menores salários. A contribuição dos servidores ativos permanecerá em 14%.




