O governo central anunciou um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28). Este resultado foi superior às expectativas do mercado, que previam um superávit de R$ 24,05 bilhões para o mês.

Comparativo com 2025

Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando o superávit foi de R$ 18,2 bilhões, o desempenho deste ano apresenta um crescimento significativo. As contas incluem as operações do Tesouro, do Banco Central e da Previdência Social.

Receitas e despesas

As receitas líquidas, que excluem transferências aos governos regionais, totalizaram R$ 235,34 bilhões, o que representa um aumento real de 5,8% em relação ao mesmo período de 2025. As despesas totais, por sua vez, foram de R$ 210,14 bilhões, mostrando uma alta real de 3,3%.

Impulsionadores do superávit

Entre os principais fatores que contribuíram para o resultado das receitas, destacam-se os aumentos de R$ 4,8 bilhões nos ganhos com Imposto de Renda (+5,7%), R$ 4,5 bilhões com Cofins (+14,4%), R$ 4,1 bilhões com o resultado líquido da Previdência (+7,2%) e R$ 1,8 bilhão no IOF, que teve um expressivo aumento de 29,5%.

Aumento nas despesas

Do lado das despesas, abril registrou um aumento de R$ 3,1 bilhões em gastos com pessoal (+9,8%) e outro R$ 3,1 bilhões em benefícios previdenciários (+3,4%). Esses números refletem a pressão contínua sobre as contas públicas.

Acumulado do ano

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o governo central apresentou um superávit de R$ 8,68 bilhões. No entanto, essa cifra representa uma queda real de 87,6% em relação ao saldo positivo de R$ 73,19 bilhões registrado no mesmo intervalo do ano anterior. Já no acumulado em 12 meses, o déficit totaliza R$ 130,6 bilhões, equivalente a 0,97% do PIB.