No último dia 15, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revelou sua intenção de aprovar uma proposta de emenda constitucional (PEC) para acabar com a reeleição, caso seja eleito. Ele destacou que pretende utilizar o prestígio de um novo presidente para impulsionar essa iniciativa durante a transição de governo.
Compromisso com a PEC
Bolsonaro enfatizou que a aprovação da PEC é um exemplo de seu compromisso com a política, afirmando que não busca poder pessoal. "Minha intenção é mostrar que estou aqui para servir ao Brasil e não para uma disputa de poder", afirmou durante o evento Veja Fórum.
O senador acredita que a eliminação da reeleição permitirá que o presidente tome decisões sem a pressão de buscar um novo mandato. "Sem a reeleição, teremos mais liberdade para implementar medidas difíceis", comentou, sublinhando a necessidade de restaurar o equilíbrio fiscal e devolver o poder de compra aos brasileiros.
Propostas de controle fiscal
Durante sua fala, Flávio Bolsonaro também apresentou um plano para implementar gatilhos que acionariam cortes de despesas se a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) ultrapassasse um certo limite, embora não tenha especificado qual seria esse patamar.
Ele argumentou que a adoção desses mecanismos automáticos é essencial para garantir a responsabilidade fiscal e atrair novos investimentos. "Com a redução da Selic, conseguiremos resgatar a credibilidade do país", afirmou, defendendo reformas estruturais e cortes significativos nos gastos públicos.
Críticas à gestão atual
Bolsonaro não poupou críticas ao governo atual, especialmente à política econômica do ex-ministro Fernando Haddad. Ele acredita que a atual administração está criando uma "bomba fiscal" que será difícil de desarmar pelo próximo governo. Para ele, a situação econômica do Brasil está em uma trajetória preocupante, com a inflação e a taxa de juros elevadas, o que afeta principalmente as classes mais pobres.
Ao abordar a questão da carga tributária, Flávio sugeriu a necessidade de enxugar o número de ministérios, atualmente com 39, e reduzir a carga tributária que, segundo ele, é excessiva. Ele finalizou alertando que, sem medidas corretivas, a economia brasileira enfrentará uma grave crise.
Futuro da gestão econômica
Questionado sobre possíveis nomes para ocupar a área econômica em seu governo, Flávio elogiou a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, que estava presente no evento, embora não tenha confirmado sua indicação. A expectativa é que, caso eleito, ele busque formar uma equipe econômica comprometida com o controle fiscal e a recuperação do Brasil.
