Nesta quarta-feira (3/6), uma série de protestos tomou conta do Chile, com centenas de estudantes se manifestando contra os cortes na educação e a megarreforma proposta pelo governo de Antônio Kast. Os atos ocorreram principalmente na região central de Santiago, a capital chilena.
Contexto Político
Antônio Kast, que assume a presidência após a eleição de 2025, substitui Gabriel Boric e se elegeu com uma plataforma conservadora, buscando se alinhar a figuras como Donald Trump. Sua administração já enfrenta desafios significativos desde o início.
Convocação das Manifestações
A mobilização foi organizada pela Confederação dos Estudantes do Chile (Confech) em conjunto com o Sindicato dos Professores do Chile. Imagens registradas durante os protestos mostram os estudantes portando cartazes e sendo dispersados pela polícia com jatos de água e veículos blindados.
Reivindicações dos Estudantes
As principais demandas dos manifestantes incluem uma crítica contundente às orientações do Ministério da Fazenda, que determinou uma redução de 3% no orçamento de várias pastas, afetando diretamente os setores de saúde e educação. A Confech alerta que essas medidas podem comprometer o financiamento de serviços básicos.
Críticas à Legislação Proposta
Outro ponto de discórdia é a mega reforma de Kast, bem como a chamada Lei das Escolas Protegidas, aprovada pelo Congresso chileno. A Confech argumenta que a nova legislação se concentra em medidas punitivas, em vez de adotar uma abordagem que previna a violência nas escolas, perpetuando relações abusivas de poder.
Continuidade dos Protestos
Os protestos foram agendados para começarem às 10h30 da manhã e, de acordo com relatos da imprensa e das redes sociais, os manifestantes continuaram suas atividades mesmo após o horário previsto, mostrando a determinação dos estudantes em lutar por seus direitos.
