A estilista Dayana Molina, de 36 anos, natural de Niterói, sempre teve um forte vínculo com a moda, influenciada por suas avós costureiras. Desde pequena, ao lado das máquinas de costura, ela percebeu que a moda poderia ser uma forma de expressão e continuidade de um legado familiar, apesar dos desafios que enfrentou ao longo do caminho.
Dayana, que possui raízes Aymará e Fulni-ô, começou sua jornada no design de moda na Universidade de Buenos Aires e lançou sua carreira como figurinista aos 17 anos. Contudo, a estilista encontrou barreiras significativas em sua trajetória, tanto no mercado, que muitas vezes desconsiderava suas propostas voltadas para a cultura indígena, quanto em sua própria adaptação ao ambiente da moda.
Compromisso com a Sustentabilidade e Inclusão
Em 2015, Dayana fundou a Nalimo, uma marca que prioriza a inclusão de mulheres, especialmente indígenas, imigrantes e negras. Com um ateliê formado majoritariamente por mulheres, a Nalimo não só promove igualdade de gênero, mas também adota práticas sustentáveis, utilizando recursos naturais e reaproveitando materiais para reduzir resíduos.
Recentemente, a marca ganhou destaque internacional ao participar da Semana de Moda de Paris, onde desfilou no Runway Vision. Para Dayana, o verdadeiro luxo é a conexão com sua equipe e a valorização de momentos simples juntos. Além de sua marca, ela criou a Aldeia Criativa Design do Futuro, uma escola de design voltada para indígenas, capacitando novos talentos no setor.