As dramáticas imagens de Edna Almeida segurando um poste durante a enchente em Ubá, na Zona da Mata mineira, no dia 24 de fevereiro, viralizaram pelo Brasil. Agora, mais de três meses após a tragédia, Edna se esforça para recomeçar sua vida e retomar seus negócios.
Reconstrução após a tragédia
No dia da enchente, Edna perdeu sua casa, seus pertences e seu namorado, Luciano Franklin Fernandes, que foi arrastado pela correnteza e encontrado 22 dias depois. Com a reabertura do restaurante da família, que ficou fechado por mais de 100 dias, ela busca reconstruir sua vida. A reinauguração foi viabilizada por doações e a mobilização da comunidade, com arrecadação de cerca de R$ 200 mil.
Emoção e gratidão
“Ver o restaurante cheio novamente é uma satisfação imensa. Foram dias difíceis sem atender a minha clientela, que é como uma família para mim”, expressou Edna emocionada durante a reabertura. A volta do negócio traz um novo ânimo à sua rotina.
Um novo capítulo
Além de reabrir o restaurante, Edna comemora a chegada do seu primeiro neto, Conrado. “O que mais pedi a Deus naquela noite foi para não morrer sem conhecer meu neto. Quero olhar para frente e ser uma pessoa melhor”, disse ela, refletindo sobre suas prioridades e a necessidade de um recomeço.
Marcas da superação
A experiência traumática também deixou marcas em Edna, que decidiu fazer uma tatuagem com a frase bíblica: “Tudo posso naquele que me fortalece”, como um símbolo de sua resiliência. A tatuagem representa não apenas a dor vivida, mas também a força para seguir em frente.
Histórias de luta na família
O filho de Edna, Bruno, também enfrentou momentos de angústia durante a tempestade, agarrando-se a um portão enquanto via sua mãe lutar contra a correnteza. Ele relembra a dificuldade de não poder ajudar, mas sempre acreditou na força de sua mãe.
Impactos da enchente em Ubá
A enchente, considerada a mais severa dos últimos anos, resultou em oito mortes, incluindo a de Luciano, e causou estragos generalizados na cidade. Com 174 milímetros de chuva em apenas três horas, Ubá decretou estado de calamidade, enfrentando alagamentos e danos estruturais significativos.
