No último dia 9, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, anunciou que a fabricante conseguiu reduzir em 28% o tempo necessário para produzir um avião comercial em comparação a 2021, ano em que o setor enfrentou grandes dificuldades na cadeia produtiva. Hoje, a empresa leva menos de um ano para fabricar um jato comercial.

Desafios de Produção

Gomes Neto ressalta que um dos desafios atuais é garantir uma maior linearidade na produção ao longo do ano. As entregas estão concentradas no segundo semestre, e a Embraer trabalha para distribuir esse volume de maneira equilibrada durante todos os meses.

Expectativas Futuras

O executivo aponta que, embora ainda haja uma alta concentração de entregas no segundo semestre, a situação em 2026 já é melhor do que em 2025. Ele espera que 2027 traga um aumento na produção e uma melhoria na linearidade das entregas.

Redução em Outros Segmentos

A fabricante também observou uma diminuição no tempo de fabricação de jatos executivos e aeronaves de defesa. Nas comparações, as entregas de jatos executivos caíram 45% e as de aviões de defesa, 34%.

Exemplo de Eficiência

Um exemplo notável é o Praetor, uma linha de jatos executivos da Embraer. Em 2021, a produção de um Praetor levava 17 meses, enquanto atualmente esse prazo foi reduzido para 8 meses e meio, um corte significativo que permite à empresa fabricar o dobro de aeronaves com a mesma infraestrutura.

Impactos da Pandemia e Metas Ambientais

A pandemia causou uma disrupção significativa na cadeia de suprimentos do setor aéreo, resultando em atrasos nas entregas e aumento no tempo de fabricação. Essas dificuldades impactam diretamente as metas de redução de emissões de carbono estabelecidas pela Iata para 2050, alinhadas com o Acordo de Paris.

Willie Walsh, diretor-geral da Iata, expressou sua decepção com os fabricantes de aeronaves devido aos atrasos na entrega de novos modelos, que contribuem para um aumento das emissões brutas.