Com o crescimento da Starlink no Brasil, onde já ultrapassou 1 milhão de usuários, a diferença entre os planos residencial e corporativo se torna cada vez mais evidente. Setores como agronegócio, mineração e logística consideram a conectividade via satélite como fundamental para garantir a continuidade das operações.

Custo da desconexão

De acordo com Andréia Rosa, especialista da Deutsche Telekom, a discussão sobre conectividade mudou. Agora, o foco está em quanto custa para uma operação ficar offline, em vez de quantos megabytes são necessários. A falta de conectividade pode resultar em prejuízos significativos, como a paralisação de tratores e a interrupção de vendas.

Arquitetura híbrida de conectividade

Um erro comum é ver o satélite como alternativa à fibra óptica ou 5G. Rosa destaca a importância de uma arquitetura híbrida, onde a fibra oferece alta capacidade, as redes móveis garantem mobilidade e o satélite cobre áreas sem acesso a outras tecnologias.

Uso inadequado das antenas

Outro ponto importante é o uso correto das antenas Starlink. Elas precisam de visibilidade direta para o céu, e seu desempenho pode ser comprometido se utilizadas em ambientes internos sem a configuração adequada.

Preços e suporte na comparação B2C e B2B

Os preços são um ponto de divergência entre os segmentos. Antenas residenciais custam cerca de R$ 900, com planos mensais entre R$ 190 e R$ 300, enquanto as antenas corporativas variam de R$ 3 mil a R$ 4 mil, com planos de R$ 700 a R$ 800 mensais. Os planos corporativos oferecem suporte prioritário e uma garantia de disponibilidade de 99,9%.

Impacto em eventos ao vivo

Um exemplo prático dessa diferença foi observado durante a Copa Truck, onde 98% dos boxes enfrentaram problemas de internet. Apenas os que utilizavam planos corporativos conseguiram manter a conexão, com uma interrupção mínima de 12 segundos.

Transição para contratos corporativos

Inicialmente, muitas empresas no Brasil contrataram o serviço da Starlink em nome de pessoas físicas, mas agora essa migração para contratos corporativos está em progresso, enfrentando desafios de compliance. Para pequenas e médias empresas, o custo dos planos corporativos ainda é um obstáculo.