Doze dias após um incêndio devastador, o futuro do casarão histórico em Dom Joaquim, Minas Gerais, continua sem definição. O imóvel, que está prestes a completar 100 anos, foi severamente danificado pelas chamas no dia 6 de junho e permanece interditado.
Impacto do Incêndio
Desde o incidente, a reportagem tem buscado informações sobre o estado da edificação e as medidas que a Prefeitura local pretende adotar para sua recuperação. Contudo, até o momento, as respostas têm sido escassas.
No andar inferior do casarão, funcionavam três estabelecimentos comerciais, incluindo um bar e uma papelaria. A destruição causada pelo incêndio gerou uma onda de tristeza entre os moradores da região, levando a Prefeitura a lamentar a situação e mencionar a intenção de discutir possíveis ações.
Laudo Técnico Aguardado
Recentemente, foi informado que um laudo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) será divulgado nesta sexta-feira. Uma reunião extraordinária do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural foi convocada no dia 8 de junho, mas não surgiram medidas concretas a partir desse encontro.
Investigação do Incêndio
A secretária Municipal de Cultura e Turismo, Monique Moser, revelou que a perícia da Polícia Civil indicou que o incêndio teve origem na rede elétrica do casarão, possivelmente por um curto-circuito. Apesar do imóvel ser de propriedade particular, ele integra o inventário municipal de bens.
Até o momento, foram realizados apenas o cercamento do local, um levantamento fotográfico detalhado e a abertura de um processo administrativo para monitorar a situação do casarão. A Defesa Civil Municipal e o Conselho Municipal de Patrimônio também avaliaram os danos e os riscos para a população, mas não houve divulgação oficial dos resultados.
Importância Cultural do Casarão
Conhecido como “Sobradão da esquina”, “Sobrado” e “Salão do Barriado”, o casarão foi construído em 1928 para a família Thomaz, que teve grande relevância na história política e agropecuária da cidade. Originalmente, o segundo andar abrigava a família, enquanto o térreo servia para comércio.
O casarão também foi palco de diversos eventos culturais, incluindo a primeira sala de cinema da cidade, o Cine Estrela Dalva, que funcionou até 1956. Após sua compra por Geraldo Madureira Simões, o casarão continuou sendo um centro de festividades locais. Sua importância cultural é incontestável, e a comunidade teme pela possibilidade de demolição.
Moradores expressam preocupação com o futuro do local, que guarda histórias e tradições. “O Salão do Barriado não pode ser demolido. O azul e branco do salão não podem virar cinzas”, declarou Claudiney Seixas, refletindo a tristeza local.
