A Câmara dos Deputados aprovou quase por unanimidade a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1, garantindo aos trabalhadores dois dias de folga. Dentre os 53 parlamentares mineiros, 50 votaram a favor da proposta, enquanto três se abstiveram: Diego Andrade (PSD), Misael Varella (PSD) e Newton Cardoso Jr. (MDB).

Posições divergentes

Surpreendentemente, o deputado Nikolas Ferreira (PL), que havia se posicionado contra a proposta anteriormente, não votou contra a medida. A proposta é uma fusão de duas PECs, elaboradas pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), além de um projeto de lei do governo Lula.

Avanço social

O deputado Reginaldo Lopes destacou que a aprovação representa um passo significativo nas relações de trabalho, afirmando: "Estamos corrigindo uma distorção histórica. O trabalhador precisa de mais tempo para viver e se relacionar com a família".

Desafios no Senado

O vice-líder do PT, Rogério Correia, considerou a votação uma conquista histórica, mas alertou que ainda há resistência no Senado. Durante o primeiro turno, 472 votos foram a favor, 22 contra e 18 ausentes, enquanto no segundo turno, os números foram de 461 a favor e 19 contrários.

Articulação necessária

Para o deputado Mário Heringer (PDT-MG), a aprovação da proposta no Senado exigirá forte articulação. Ele enfatizou a importância de garantir que a mudança seja implementada de forma justa e equilibrada, principalmente para as micro e pequenas empresas.

Pressão e estratégias

Antes da votação, a proposta já contava com apoio e oposição no Senado, com o senador Cleitinho Azevedo (PL) a favor e Carlos Viana (PSD) contra, mas disposto a apoiar a proposta com condições. Viana mencionou tentativas de adiar a votação para evitar desgastes políticos e ressaltou a necessidade de compensações para o empresariado.