Na quarta-feira, 27 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1, uma mudança significativa nas normas trabalhistas. O Partido Liberal (PL), que inicialmente se opôs à proposta, teve uma mudança de postura durante a votação.

Divisão entre os deputados do PL

Apesar da orientação do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, para votar a favor da proposta, 11 deputados do partido se manifestaram contrários à PEC. Essa divisão interna reflete a complexidade da questão e as diferentes posições dos parlamentares em relação à reforma trabalhista.

Votação e resultados

No primeiro turno, 472 deputados votaram a favor do fim da escala 6x1, enquanto 22 se opuseram. No segundo turno, o apoio caiu para 461 votos a favor e 19 contra, com 14 parlamentares ausentes. Os números mostram um expressivo apoio à mudança, mesmo em meio a uma bancada que demonstrou resistência.

Deputados que votaram a favor e contra

O PL teve 83 deputados que votaram a favor da proposta, incluindo nomes como Nikolas Ferreira e Bia Kicis. Em contrapartida, a lista dos 11 deputados que votaram contra inclui Nicoletti (RR) e Bibo Nunes (RS), entre outros. No segundo turno, dois desses deputados não participaram da votação.

Novas regras de trabalho

A proposta aprovada estabelece uma transição na jornada de trabalho, que atualmente é de 44 horas semanais. De acordo com a PEC, a carga horária será reduzida para 42 horas em até 60 dias após a promulgação e, em até 14 meses, para 40 horas semanais. Além disso, a proposta determina a adoção de cinco dias de trabalho seguidos por dois dias de descanso.

Próximos passos

Com a aprovação na Câmara, a PEC agora segue para o Senado, onde será analisada. A expectativa é que o debate sobre as implicações dessa mudança continue, já que a nova legislação pode impactar diretamente a rotina de trabalho de milhões de brasileiros.