A Concha y Toro, reconhecida como a maior produtora de vinhos na América Latina, está prestes a lançar no Brasil uma versão sem álcool de seu famoso Casillero del Diablo. Este lançamento marca a expansão da marca chilena em solo brasileiro, sendo o segundo país a receber o produto, após a Inglaterra.
Produção diferenciada
Diferente de outras opções de vinhos sem álcool disponíveis no Brasil, que costumam ser espumantes e muitas vezes se assemelham a sucos de frutas gaseificados, o Casillero del Diablo é produzido a partir de vinho genuíno. No final do processo de fabricação, o álcool é retirado, permitindo que o sabor permaneça o mais próximo possível do original.
Custo do equipamento
Para a produção deste tipo de bebida, estima-se que o investimento em equipamentos necessários seja em torno de R$ 3 milhões. Este método de produção é similar ao que revolucionou o mercado de cervejas sem álcool no Brasil, onde a fabricação ocorre normalmente e o álcool é removido apenas na etapa final.
Preço e expectativas
O novo vinho Casillero del Diablo sem álcool será comercializado por um preço entre R$ 50 e R$ 55. Pietro Capuzzi, CEO da Concha y Toro no Brasil, destaca que essa faixa de preço é um diferencial competitivo. Ele é o primeiro brasileiro a ocupar a posição na vinícola chilena.
Desafios de entrega
Apesar do otimismo em relação ao lançamento, Capuzzi prefere não fazer previsões de vendas. Ele relatou que a demanda já está alta, resultando em dificuldades para atender os pedidos. "Estamos em uma lógica de descobrir isso. Por enquanto, estou tendo problema para entregar porque a demanda está muito grande", comentou.
Crescimento do mercado
O lançamento do Casillero del Diablo sem álcool acontece em um momento de crescente popularidade das bebidas sem álcool no Brasil. As projeções indicam que esse segmento deverá crescer de US$ 32,7 bilhões em 2024 para US$ 55 bilhões até 2034. Entre 2020 e 2023, o consumo de vinhos sem álcool no Brasil aumentou 30%, superando a média global de 20%.
A Concha y Toro, com sua posição consolidada no mercado nacional, se prepara para explorar essa nova oportunidade. Dados da Nielsen mostram que a vinícola chilena lidera o mercado de vinhos importados no Brasil, com um market share quase três vezes maior que o segundo colocado.
