O medo extremo de agulhas, conhecido como tripanofobia, atinge aproximadamente 25% dos adultos e pode ser um grande obstáculo para a realização de vacinas e exames de sangue. Essa condição, que também é chamada de aicmofobia ou belonefobia, pode ser superada com as técnicas adequadas, especialmente em um momento em que a vacinação e os cuidados preventivos são essenciais.

Dicas para enfrentar a tripanofobia

Para ajudar tanto crianças quanto adultos a enfrentarem a ansiedade relacionada a injeções, psicólogos recomendam algumas estratégias práticas que podem ser aplicadas antes e durante o procedimento. A seguir, apresentamos sete dicas que podem fazer a diferença.

1. Converse abertamente

A comunicação é fundamental, especialmente com crianças. Explique o procedimento de maneira simples e honesta, sem minimizar a dor. Fale sobre a brevidade do ato e a importância para a saúde, criando um ambiente de confiança.

2. Utilize a distração

O cérebro humano tem dificuldade em focar em mais de uma coisa ao mesmo tempo. Por isso, levar fones de ouvido, assistir a um vídeo ou dialogar com o profissional de saúde sobre outros temas pode ajudar a desviar a atenção do momento da injeção.

3. Controle a respiração

A ansiedade tende a acelerar a respiração. Praticar a respiração controlada, inspirando lentamente pelo nariz contando até quatro e expirando pela boca contando até seis, pode acalmar o sistema nervoso e reduzir a tensão.

4. Não olhe para a agulha

Evitar o olhar para a agulha pode diminuir a intensidade do medo. Vire o rosto para o lado oposto e, se possível, deite-se para evitar tonturas ou desmaios, especialmente em pessoas mais sensíveis.

5. Crie um reforço positivo

Planejar algo agradável para depois da injeção pode funcionar como uma recompensa. Para as crianças, pode ser um passeio ou um doce; para os adultos, um café especial ou um tempo de descanso.

6. Entenda a importância do procedimento

Relembrar o propósito da injeção, seja uma vacina ou um tratamento, ajuda a contextualizar a situação. O benefício à saúde a longo prazo é muito maior que o desconforto momentâneo.

7. Procure ajuda profissional

Se o medo de agulhas for paralisante a ponto de impedir cuidados de saúde, é aconselhável buscar um psicólogo. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ajudar a pessoa a ressignificar o medo e encontrar respostas mais adequadas.