O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) voltou a manifestar seu apoio à proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar a polêmica escala 6x1. Em um discurso realizado na terça-feira (9/6), ele solicitou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que priorize a votação da matéria, aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados.

Defesa da PEC

Cleitinho destacou que o Congresso não deve adiar a análise dessa proposta, que, segundo ele, traz benefícios diretos para os trabalhadores. Embora tenha expressado respeito pela PEC apresentada pela oposição, o senador reafirmou sua preferência pelo texto que extingue a escala 6x1.

Apelo ao presidente do Senado

Em sua fala, o parlamentar enfatizou a importância de que a matéria seja discutida com urgência, ressaltando que a população é favorável ao fim dessa escala de trabalho. “Eu não sou aliado do Lula, mas sou aliado da população brasileira. Tudo que for a favor do povo, eu vou votar favorável”, afirmou Cleitinho.

Críticas ao Judiciário

Durante seu discurso, Cleitinho também criticou os chamados “penduricalhos” do Judiciário e defendeu a redução da jornada de trabalho. Ele não se referiu a nomes específicos, mas fez uma comparação entre a realidade dos juízes e dos trabalhadores que enfrentam a escala 6x1. “Essa turma não ganha R$ 1.600 por mês. Essa turma não faz uma escala 6 por 1”, disse.

Controvérsia sobre a PEC alternativa

A manifestação do senador acontece após ele ter sido alvo de críticas por ter assinado uma proposta alternativa à PEC que extingue a escala 6x1. Esta proposta, que não visa acabar com a escala e sugere um modelo de contratação mais flexível, foi apresentada por parlamentares ligados ao PL.

Compromisso com a proposta da Câmara

Cleitinho, em resposta às críticas, afirmou que sua assinatura na PEC alternativa não significa que ele apoia essa proposta em detrimento do texto que veio da Câmara. Ele reiterou sua intenção de defender e votar a favor da proposta que visa a redução da jornada de trabalho quando ela for discutida no Senado.