Claudia Lima Gusmão Cacho, aos 57 anos, se tornou a primeira mulher a ocupar o posto de general do Exército Brasileiro. Em entrevista, ela compartilha que não tinha plena consciência do que sua promoção representava quando ocorreu. "Gente que sou eu 30 anos atrás", reflete, ao mencionar jovens que a consideram uma fonte de inspiração para seguir a carreira militar.
Ascensão e Mudanças nas Forças Armadas
Com 30 anos de carreira, Claudia atribui sua ascensão ao generalato a um processo gradual de adaptação das Forças Armadas para integrar mulheres. Ela afirma que sua conquista não foi um ato isolado, mas sim resultado de um esforço contínuo ao longo dos anos. "Não foi uma coisa abrupta. Foi construída ao longo dos anos", explica.
Meritocracia e Oportunidades Iguais
A general também menciona que não enfrentou resistência por ser mulher dentro do meio militar. Segundo ela, sempre houve um ambiente meritocrático, onde homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres. "A gente estava lá porque queria estar", destaca. Claudia acredita que a presença feminina no Exército é positiva e que a instituição tem se aberto cada vez mais para as mulheres.
O Futuro das Mulheres nas Forças Armadas
Sobre o aumento da participação feminina, Claudia observa que a diretriz para o Serviço Militar Inicial Feminino foi bem recebida, com um número significativo de mulheres se alistando. Ela acredita que a meta de 20% de mulheres nas Forças Armadas até 2035 é alcançável e que o Exército se beneficia da diversidade trazida por essas novas integrantes.
Reflexões sobre Política e Institucionalidade
Claudia evita se aprofundar em questões políticas, especialmente em um ano eleitoral. Em relação a manifestações que ocorreram no passado, ela reafirma que o Exército é uma instituição permanente e apartidária, cujo foco é a defesa da pátria e a continuidade de sua missão constitucional.
Inspiração e Igualdade de Gênero
A general confessa que tem sido vista como uma referência para jovens aspirantes. Ela enfatiza que sua jornada não deve ser vista como um feito por ser mulher, mas sim pelo trabalho e competência que demonstrou. Para Claudia, a igualdade de oportunidades deve ser uma realidade para todos, e cada um deve lutar por seus objetivos.
Desafios da Maternidade e Carreira
Claudia também compartilha seus desafios em conciliar a maternidade com a carreira militar. Com o apoio da família e do marido, que também é militar, ela conseguiu equilibrar as responsabilidades. Atualmente, ela é diretora do Hospital Militar de Área de Brasília, onde aplica sua experiência e conhecimento ao serviço da saúde militar.
