Popularizado em redes sociais e fóruns de pacientes, o ClaCs ganhou fama de tratamento quase milagroso para vasinhos. A realidade clínica, porém, é mais comedida — e tecnicamente mais interessante. O termo não designa uma tecnologia única nem uma promessa de cura definitiva, mas sim um protocolo combinado, cuja sigla resume os métodos empregados: Cryo-Laser e Cryo-Escleroterapia.

Como funciona o protocolo

A lógica por trás do ClaCs é direta. Os vasinhos que aparecem na superfície da pele são alimentados por veias mais profundas, chamadas de veias nutridoras, que podem ser identificadas com o auxílio do VeinViewer. Cada nível dessa rede venosa responde melhor a um tipo específico de estímulo, e o protocolo foi desenhado para atuar em todos eles.

O laser transdérmico, aplicado por cima da pele, alcança as veias nutridoras mais profundas por meio de calor controlado, promovendo o fechamento desses vasos. Em seguida, a escleroterapia química entra em ação com microinjeções — líquidas ou em espuma — que atingem os vasinhos superficiais já visíveis. Para garantir conforto durante o procedimento, a crioterapia, um jato de ar gelado aplicado antes do laser e das injeções, anestesia a pele em poucos segundos, dispensando a anestesia injetável.

Por que a combinação faz diferença

O ponto central do método está justamente na soma das técnicas. Tratar apenas a superfície, com escleroterapia isolada, deixa a veia nutridora intacta, o que costuma fazer os vasinhos retornarem. Já tratar somente a nutridora, com laser isolado, muitas vezes não elimina os vasinhos que já estão aparentes. Ao atacar os dois níveis na mesma sessão, o ClaCs tende a entregar um resultado mais duradouro quando bem indicado.

O que o ClaCs não é

É importante esclarecer também os limites do protocolo. Ele não é indicado para varizes mais calibrosas — nesses casos, a recomendação é o EVLT na veia safena. Também não se trata de uma técnica única e fechada: o ClaCs funciona como parte de uma estratégia que pode exigir múltiplas sessões, conforme a extensão da rede venosa de cada paciente. E não é uma solução universal. Algumas pessoas têm vasinhos pequenos demais para o laser ou veias nutridoras pouco contributivas, respondendo melhor a uma escleroterapia isolada bem indicada.

A decisão vem da avaliação, não do nome

A definição sobre qual técnica aplicar — e em que ordem — nasce do mapeamento e da avaliação realizados antes do procedimento, e não do rótulo do tratamento. Em medicina vascular, vale o princípio de que evidência se mede, e não se promete. Na LYS Clínica Vascular, em Divinópolis (MG), o ClaCs é uma das opções para o tratamento de vasinhos, indicado após avaliação completa com ultrassom Doppler e VeinViewer. A clínica atende pacientes da cidade e de toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais, sob condução do Dr. Carlo Rachid Dellaretti (CRM-MG 43.200 / RQE 37.358 — Cirurgia Vascular e Angiologia). Os resultados podem variar, e cada caso é avaliado individualmente.