Os ciclones tropicais, conhecidos por sua destrutividade, desempenham um papel complexo no ciclo do carbono. Um estudo recente quantificou como esses fenômenos meteorológicos influenciam a emissão e absorção de dióxido de carbono (CO₂), mostrando uma mudança significativa em sua contribuição.

Atualmente, os ciclones estão emitindo mais CO₂ do que são capazes de absorver, embora essa emissão esteja em declínio. Entre 2016 e 2020, a participação dos ciclones no fluxo global anual de carbono caiu drasticamente, de 16% na década de 1990 para apenas 4,5% nos últimos anos. Essa mudança é atribuída ao aquecimento global, que altera a dinâmica das tempestades.

Os pesquisadores indicam que, se as emissões humanas de CO₂ continuarem elevadas, há a possibilidade de que, até 2035, os ciclones tropicais passem a atuar como absorvedores líquidos de carbono. Embora isso possa parecer positivo, a absorção adicional poderá intensificar a acidificação dos oceanos, causando impactos negativos na química marinha.

O estudo foi realizado por uma equipe internacional e ressalta a importância de um controle rigoroso das emissões de carbono. A dependência do futuro papel dos ciclones tropicais em relação às escolhas humanas enfatiza a urgência em mitigar as mudanças climáticas e suas consequências para o meio ambiente.