O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a autorização para a utilização de duas novas abordagens no tratamento de câncer de próstata localizado no Brasil: o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e a crioterapia. Publicada nesta quarta-feira (28), a decisão permite que essas técnicas sejam aplicadas a pacientes com risco intermediário favorável.
Terapias Menos Invasivas
Essas novas opções terapêuticas têm como diferencial atuar diretamente na área afetada pelo tumor, apresentando-se como alternativas menos invasivas em comparação aos tratamentos tradicionais, como a cirurgia radical e a radioterapia. O objetivo é mitigar complicações que comumente afetam as funções urinárias e sexuais dos pacientes após o tratamento.
Limitações da Nova Resolução
A nova diretriz do CFM é específica para pacientes com lesão restrita a uma única parte da próstata. Aqueles que enfrentam casos mais agressivos ainda não são elegíveis para essas novas terapias, que seguem diretrizes rigorosas de aplicação.
Avanços no Tratamento do Câncer de Próstata
A aprovação dessas técnicas representa uma mudança significativa na abordagem ao câncer de próstata, que, nos últimos anos, vem evoluindo com a melhoria dos exames de imagem. Essa evolução permite uma avaliação mais precisa das características dos tumores, ajudando a determinar quem deve passar por intervenções radicais e quem pode se beneficiar de tratamentos menos invasivos.
Comparação com Métodos Tradicionais
Tradicionalmente, pacientes diagnosticados com câncer de próstata eram tratados principalmente pela remoção total da próstata ou pela aplicação de radioterapia em toda a glândula. Embora eficazes no controle da doença, essas abordagens podem causar sérios efeitos colaterais, como perda do controle urinário, disfunção erétil e interrupção da ejaculação.
Descrição dos Métodos HIFU e Crioterapia
O HIFU utiliza ondas de ultrassom para elevar a temperatura do tecido cancerígeno, destruindo as células malignas, enquanto a crioterapia opera congelando a área afetada para eliminar o tecido tumoral. Ambos os métodos são guiados por exames de imagem e não requerem a remoção completa da próstata, o que é um grande atrativo para muitos pacientes.
Acompanhamento e Monitoramento
Apesar da autorização das novas terapias, o tratamento não será de uso geral. A resolução limita sua aplicação a tumores localizados em um dos lados da próstata, exigindo também acompanhamento médico constante. Exames periódicos de PSA, além de novas avaliações de imagem e biópsias, serão necessários para monitorar a eficácia do tratamento ao longo do tempo.
