Na última quinta-feira (28), Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abordou a questão da segurança pública no Brasil durante um encontro internacional sobre o tema.

Segurança como Tema Nacional

Amorim destacou que o crime organizado é um problema que deve ser enfrentado de forma contundente, mas enfatizou que a segurança é uma questão de interesse nacional. Segundo ele, a cooperação internacional é positiva, especialmente em áreas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas a intervenção de outros países é considerada 'inaceitável'.

Classificação de Facções Criminosas

Antes da decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, Amorim expressou que essa categorização não contribui para o combate ao crime organizado. Ele argumentou que entender as motivações por trás desses grupos é crucial para uma estratégia eficaz de combate à criminalidade.

Investimentos em Segurança

O assessor afirmou que o governo brasileiro continuará a investir em segurança e no bem-estar da população. Ele ressaltou a necessidade de enfrentar ameaças em um mundo onde o unilateralismo é predominante, e que a segurança pública deve ser tratada com a seriedade que merece.

Modernização da Defesa

Amorim também comentou sobre os esforços do governo em melhorar a política de defesa, aumentando as competências tecnológicas e modernizando equipamentos para garantir a capacidade de dissuasão do Brasil. Ele destacou a importância da soberania digital e a necessidade de cooperação internacional para mitigar ameaças cibernéticas.

Sobre as Organizações Criminosas

O Departamento de Estado dos Estados Unidos, órgão equivalente ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, informou que o PCC e o CV são duas das principais organizações criminosas violentas do país. Essas facções, segundo o órgão americano, controlam milhares de membros e têm perpetrado ataques brutais contra policiais, servidores públicos e civis, com influência que ultrapassa as fronteiras brasileiras.