A mortalidade materna é um dos grandes desafios da saúde pública no Brasil, mesmo com os avanços na medicina e o aumento do acesso ao pré-natal. Anualmente, centenas de mulheres perdem a vida durante a gestação, no parto ou logo após o nascimento, e na maioria dos casos, essas mortes são evitáveis.
Principais causas de mortes maternas
Segundo o ginecologista e obstetra Celso Luiz Borrelli, as principais causas que levam à morte materna são as síndromes hipertensivas, hemorragias obstétricas e infecções puerperais. O acompanhamento adequado e o diagnóstico precoce podem reduzir significativamente esses números.
Riscos da hipertensão na gravidez
A pré-eclâmpsia, um aumento da pressão arterial que geralmente aparece após a 20ª semana de gestação, é uma das complicações mais sérias. Os sintomas incluem pressão alta, inchaço, dor de cabeça intensa, visão borrada e falta de ar, podendo evoluir para a eclâmpsia, que é uma emergência obstétrica.
Hemorragias: atenção vital
As hemorragias obstétricas, especialmente após o parto, representam uma grande ameaça. A atonia uterina, descolamento prematuro da placenta e outras condições podem levar a situações críticas. O atendimento rápido é essencial, e a vigilância nas primeiras horas após o parto é crucial, conforme ressaltam os especialistas.
Sinais de alerta na gestação
Os médicos alertam sobre sinais que devem ser monitorados durante a gestação, como pressão arterial elevada, dor de cabeça persistente, visão borrada, convulsões e sangramentos. Esses sintomas exigem atenção imediata para evitar complicações graves.
Infecções puerperais e sua gravidade
As infecções que ocorrem após o parto podem ser fatais se não tratadas. Caracterizadas por febre alta e mal-estar, essas infecções são mais comuns nos primeiros dias após o nascimento e podem evoluir para septicemia.
A importância do pré-natal
O pré-natal é fundamental na detecção precoce de problemas gestacionais. Exames laboratoriais e de imagem ajudam a identificar riscos que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê. A rapidez no atendimento de urgências também é crucial para um desfecho favorável, destacam os especialistas.
