Um triste caso de desnutrição severa resultou na condenação de um casal em Lagoa Santa, Minas Gerais. A mãe, Crislaine Contreras, de 29 anos, e o padrasto, Vitor Santos Nunes Aprígio, de 22, foram responsabilizados pela morte do filho de sete anos, José Guilherme, ocorrida em junho de 2024.

Sentenças e Crimes

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que ambos foram condenados por homicídio triplamente qualificado, maus-tratos e cárcere privado. O padrasto recebeu uma pena de 46 anos, enquanto a mãe foi sentenciada a 45 anos e um mês de prisão. As sentenças consideraram também o sofrimento de dois irmãos da vítima.

Condições das Crianças

Segundo a denúncia, as crianças eram vítimas de maus-tratos constantes. A mãe não tomou nenhuma atitude para proteger os filhos, que eram frequentemente privados de alimentos e mantidos trancados em seus quartos. Enquanto os irmãos conseguiam se alimentar na escola, José Guilherme era impedido de ir à aula e passou dias sem comer.

Motivação da Violência

O MPMG destacou que a criança falecida era alvo da violência do padrasto, que se irritava com seu comportamento brincalhão e sua vontade de comer mais. A promotoría salientou a omissão da mãe, que ao ser questionada pelo Conselho Tutelar, negou qualquer forma de violência em casa.

Investigação e Sepultamento

A morte de José Guilherme foi constatada em 7 de junho de 2024, quando ele chegou sem vida a uma unidade de saúde. A equipe médica acionou a Polícia Militar, e o menino foi sepultado quatro dias depois no Cemitério Campo da Saudade, em Lagoa Santa.

Atualização do Caso

O processo está em segredo de Justiça, e o MPMG não divulga informações sobre a situação atual dos irmãos da criança. A reportagem do Estado de Minas tentou entrar em contato com os advogados de defesa, mas não obteve sucesso. O espaço permanece aberto para quaisquer manifestações.