A Chapada de Minas, localizada no Vale do Jequitinhonha, tem se destacado como uma importante região produtora de café de qualidade excepcional. Com o selo de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o café produzido nessa área ganha reconhecimento por sua origem e tradição.

Reconhecimento e Qualidade

O selo de IG atesta que os cafés da Chapada de Minas têm características únicas, resultantes de uma combinação de fatores naturais e humanos. A região, que abrange municípios como Diamantina, Capelinha e Turmalina, possui um histórico de resiliência e dedicação dos produtores, que transformaram desafios em oportunidades.

Características do Café

Os cafés da Chapada se destacam por seu perfil sensorial, apresentando um sabor doce com notas de achocolatado e caramelo, além de um aroma intenso e amanteigado. A bebida é caracterizada por um corpo aveludado e uma acidez equilibrada, fatores que a tornam apreciada tanto no Brasil quanto no exterior.

Exportação e Reconhecimento Internacional

Em 2022, a primeira exportação direta de café especial para a Austrália marcou um importante passo para os produtores da Chapada. Com notas acima de 80 pontos na avaliação da Specialty Coffee Association, os cafés locais são valorizados e vendidos a preços que atendem mercados exigentes.

O Papel do Instituto do Café

A criação do Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM) em 2018 foi crucial para o registro do selo de IG. Com o apoio do Sebrae, a entidade promove a capacitação dos produtores, melhorando a gestão e a qualidade da produção. Segundo Marcelo de Souza e Silva, presidente do conselho do Sebrae Minas, essa conquista é um reconhecimento do esforço contínuo dos cafeicultores.

Histórias de Produtores

Produtores como Cláudio e Élvia Nakamura, que atuam na região há 40 anos, mostram como a dedicação e o trabalho em equipe contribuíram para elevar a qualidade do café. Outros como Donizete Santiago, que trocou a criação de gado pelo cultivo de café, destacam a importância da união entre os cafeicultores e o impacto do ICCM no reconhecimento da produção local.