A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou a aprovação do Ozivy, a primeira caneta nacional contendo semaglutida, o mesmo princípio ativo do medicamento Ozempic. Fabricada pela EMS, a caneta é destinada ao tratamento de diabetes e a farmacêutica planeja também solicitar autorização para uso na perda de peso.
Sobre o Ozivy
O Ozivy é o primeiro produto com semaglutida registrado pela Anvisa desde a expiração da patente da substância, em 20 de março. De acordo com a agência, o pedido de registro da caneta foi submetido em 2023 e passou por rigorosos testes de eficácia, segurança e qualidade antes da aprovação.
Definição de Preço e Classificação
Ainda não há um preço definido, que será estipulado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) antes de o medicamento ser disponibilizado nas farmácias. Importante destacar que o Ozivy não é um medicamento genérico; ele é classificado como um novo produto, sendo um análogo sintético de um biológico.
Indicações de Uso
Segundo a Anvisa, o Ozivy pode ser utilizado para tratar adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não estão adequadamente controlados, podendo ser administrado como monoterapia ou em combinação com outros medicamentos. O produto é apresentado como uma solução injetável, em caneta, com aplicação semanal.
Comparação com Ozempic
O Ozempic, fabricado pela dinamarquesa Novo Nordisk, exige um armazenamento refrigerado, enquanto o Ozivy tem uma conservação mais flexível, podendo ser mantido à temperatura ambiente após o início das doses. A família de medicamentos agonistas de GLP-1, como o Ozempic e o Mounjaro, tem ganhado popularidade no controle de diabetes e emagrecimento.
Expectativas de Incorporação ao SUS
O governo brasileiro está atenta ao registro de novos medicamentos, com a intenção de incorporá-los ao SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, a inclusão do Ozivy na rede pública depende de uma análise da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) sobre os benefícios terapêuticos e os custos envolvidos.
A EMS, que investiu mais de R$ 1 bilhão na fabricação das canetas, firmou parceria com a Fiocruz para transferir a tecnologia de produção das canetas, o que pode facilitar sua inclusão no SUS. O governo Lula tem atuado para acelerar a análise de medicamentos para emagrecimento, atendendo a pedidos do Ministério da Saúde.
