A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta sexta-feira (29) que a bandeira tarifária para o mês de junho permanecerá na cor amarela. Isso significa que os consumidores de energia elétrica enfrentarão, pelo segundo mês consecutivo, um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Motivos da Manutenção da Bandeira Amarela

A Aneel justificou essa decisão pela persistência de um período seco no Brasil, que resulta em uma geração hidrelétrica inferior e na necessidade de acionar usinas termelétricas, cujos custos são significativamente mais altos.

No início deste ano, entre janeiro e abril, a bandeira tarifária se manteve verde, sem custos adicionais, refletindo condições favoráveis para a geração de energia. Entretanto, em maio, a bandeira amarela foi ativada devido à diminuição das chuvas, indicando a transição para o período seco.

Impacto Econômico

A mudança na bandeira tarifária resultou em um aumento de 2,16% nas contas de luz, o que influenciou diretamente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que registrou a maior inflação em maio nos últimos dez anos. A energia elétrica foi um dos principais fatores nesse aumento, contribuindo com 0,09 pontos percentuais.

Recomendações da Aneel

A Aneel ressaltou que a ativação da bandeira amarela também serve como um alerta para que os consumidores adotem práticas de consumo mais conscientes, evitando desperdícios e ajudando na sustentabilidade do setor elétrico.

Histórico do Sistema de Bandeiras Tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado em 2015 e, em 2025, completará dez anos de funcionamento. Esse sistema permite a repasse mensal aos consumidores dos custos elevados de geração de energia, refletindo as condições de abastecimento do país.

Entenda as Bandeiras Tarifárias

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração, sem acréscimos na tarifa.
  • Bandeira amarela: condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 0,01885 por kWh consumido.
  • Bandeira vermelha - Patamar 1: condições custosas, com acréscimo de R$ 0,04463 por kWh.
  • Bandeira vermelha - Patamar 2: condições ainda mais custosas, com acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.