A Vale (VALE3) continua a ser vista como uma opção de investimento atrativa, mesmo com a pressão crescente dos custos, conforme avaliação do Bradesco BBI. A instituição financeira destaca que a combinação de preços altos do minério de ferro e metais básicos, junto a uma gestão operacional eficiente, sustentam a tese de investimento na mineradora.
Desempenho financeiro e custos
Segundo o Bradesco, as previsões de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) e de geração de caixa permanecem praticamente estáveis. Contudo, o segundo trimestre demanda atenção, uma vez que o custo caixa C1 está em torno de US$ 25 por tonelada, enquanto o custo total atinge cerca de US$ 65 por tonelada, aumentando a possibilidade de revisão das diretrizes da empresa.
Recomendações do mercado
O relatório do BBI indica que o aumento dos custos não representa uma deterioração nos fundamentos da Vale, mas sim reflete fatores externos que afetam a indústria como um todo. O banco mantém a recomendação de compra para as ações da mineradora, com um preço-alvo fixado em R$ 102,00, apontando um valuation ainda atrativo.
Preocupações com a cadeia produtiva
O Bank of America (BofA) também expressou preocupação com o aumento dos custos ao longo de toda a cadeia produtiva, especialmente em áreas como fretes e logística, em decorrência da alta nos preços dos combustíveis. O BofA observa que esses efeitos já impactaram os resultados do primeiro trimestre e foram destacados durante sua conferência sobre Metais e Mineração.
Mercado de aço e expectativas
No que diz respeito ao mercado de aço, o BofA menciona que, no Brasil, os reajustes de preços foram bem-sucedidos, impulsionados por medidas de proteção comercial. Entretanto, a demanda ainda é considerada fraca, e os estoques elevados limitam novas elevações de preços. Em contraste, os Estados Unidos apresentam uma dinâmica favorável, com preços do aço em alta e uma demanda resiliente.
Perspectivas para outras mineradoras
O BofA mantém preferências por empresas como Gerdau (GGBR4), que apresentam melhores expectativas de crescimento, enquanto a Usiminas (USIM5) e a CSN (CSNA3) enfrentam desafios maiores. O cenário atual sugere que a Vale se destaca por sua combinação de valuation atrativo e geração de caixa, reforçando sua posição no mercado, mesmo diante de um ambiente desafiador.
