O mês de maio de 2023 foi desafiador para a bolsa brasileira, que enfrentou sua pior performance desde fevereiro do mesmo ano. O Ibovespa registou uma queda de 7,22%, refletindo a saída de R$ 14,1 bilhões em capital estrangeiro e a expectativa de cortes mais lentos na taxa Selic, além de um ambiente eleitoral conturbado.

Desempenho das Ações Recomendadas

Entre as seis ações que mais apareceram nas carteiras recomendadas por 11 corretoras, cinco apresentaram desempenho negativo. A única exceção foi a Vale (VALE3), que conseguiu se valorizar em 5,3%, destacando-se em meio a um cenário adverso.

Queda da Petrobras

A Petrobras (PETR4) teve o pior desempenho entre as ações recomendadas, com uma queda de 14,9%. O fator que impactou negativamente suas ações foi a redução dos temores sobre a oferta de petróleo, devido ao avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz. Isso levou a uma queda significativa no preço do barril de Brent, que recuou US$ 19, a maior queda mensal desde março de 2020.

Desempenho da Axia

A Axia (AXIA3) também apresentou resultados ruins, com uma queda de 15,3%. O mercado reagiu negativamente a seu balanço do primeiro trimestre, que mostrou um Ebitda abaixo das expectativas, além de um programa de recompra de ações que não atendeu às expectativas dos investidores. Uma decisão judicial adicional sobre a remuneração de ativos de transmissão pressionou ainda mais suas ações.

Vale e a Resiliência do Minério de Ferro

Em contraste com as quedas da maioria das ações, a Vale se beneficiou do preço do minério de ferro, que permaneceu próximo a US$ 110 por tonelada, e de sinais de recuperação da atividade industrial na China. As importações de minério pela China alcançaram 103,9 milhões de toneladas em abril, enquanto o alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio favoreceu o apetite por commodities metálicas.

Outras Ações no Ranking

Outras ações recomendadas, como Itaú (ITUB4), Localiza (RENT3) e Vibra (VBBR3), também sofreram perdas, mas essas foram inferiores à queda do índice. O Itaú caiu 5,6%, mostrando-se um ativo mais defensivo em tempos de fuga de capital. A Localiza teve uma queda de 6,6% devido à expectativa de juros elevados por mais tempo, enquanto a Vibra recuou 9,4% sem um evento específico que justificasse sua queda.