A recente alta nos preços do querosene de aviação (QAV), que mais do que dobrou nos últimos meses, está gerando uma onda de preocupação no setor aéreo brasileiro, especialmente em relação aos voos regionais. Durante uma reunião com parlamentares, o presidente da Abear, Juliano Noman, destacou a necessidade de uma política de preços dos combustíveis que ajude a mitigar os impactos financeiros enfrentados pelas companhias aéreas.
Atualmente, o QAV representa cerca de 46% dos custos totais da aviação, e somente em maio, as empresas enfrentaram um custo adicional de R$ 1,6 bilhão. A Abear também está pressionando por uma extensão da isenção tributária sobre PIS/Confins para as passagens aéreas, que expira no final deste mês, alertando que a falta de ações pode levar a uma drástica redução na malha aérea.
As projeções indicam que os estados das regiões Norte e Nordeste serão os mais afetados, com um aumento significativo no número de voos cancelados. Em maio, aproximadamente 2.883 voos foram cancelados, e as expectativas para junho são ainda mais preocupantes, apontando para um total superior a 3.000 cancelamentos.
Os parlamentares discutiram o impacto do aumento dos preços no turismo, especialmente com a chegada do período de festas juninas. O deputado Cláudio Cajado expressou sua insatisfação com a lentidão do governo em implementar medidas de alívio, criticando a falta de progresso nas propostas que visam apoiar o setor.