O senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, manifestou seu apoio à mudança da jornada de trabalho de 6x1 para 5x2, mas enfatizou a importância de um debate mais abrangente no Senado. Segundo ele, a nova escala de trabalho deve ser aprovada, mas é essencial envolver os setores econômicos na discussão para avaliar os impactos dessa medida.
Importância do diálogo com o setor produtivo
Viana destacou que a análise da mudança deve incluir audiências públicas e a participação dos empresários, que não foram consultados na Câmara dos Deputados. Ele alertou que a implementação imediata da nova jornada pode gerar desemprego e inflação, reforçando a necessidade de um debate maduro e sem pressões políticas.
Tramitação mais lenta e debatida
O senador previu que a tramitação no Senado será mais demorada e cuidadosa, em contraste com o pedido de urgência feito pelo governo federal. Viana acredita que a discussão no Senado permitirá um processo mais reflexivo e menos populista, considerando o cenário econômico atual do país.
Compensações ao setor produtivo
Em sua análise, Viana defendeu que é imprescindível compensar o setor produtivo antes de qualquer alteração nas folgas de trabalho. Ele mencionou a proposta do deputado Nikolas Ferreira, que previa compensações, mas que foi rejeitada pela base governista durante a tramitação na Câmara.
Propostas alternativas para categorias específicas
Além disso, Viana apresentou uma emenda alternativa, sugerindo uma escala de 4x3 para setores como segurança pública e saúde. Essa proposta visa permitir que as prefeituras e o governo do estado se adaptem à nova jornada de trabalho de forma gradual.
Considerações sobre a contratação por hora
O senador também manifestou apoio à ideia de contratação por hora, similar ao modelo americano. Essa proposta, segundo ele, não retiraria direitos dos trabalhadores e permitiria maior flexibilidade para microempresários contratarem de acordo com suas necessidades.
