A rede celular privativa (RCP) do governo federal, se expandida para todo o território nacional, poderá atender cerca de 500 mil usuários, conforme estimativas da EAF. Essa quantidade abrange potenciais usuários das forças de segurança e de emergência, como policiais militares, policiais civis e bombeiros.
Apresentação no MPN Forum
A informação foi divulgada pelo diretor de operações da EAF, Geraldo Segatto, durante o 6º MPN Forum, que ocorreu na última terça-feira, 16, em São Paulo. O evento foi organizado pelo Mobile Time e reuniu especialistas do setor de telecomunicações.
Fases do Projeto
A EAF é responsável pela execução do projeto, que integra as exigências das operadoras vencedoras do leilão do 5G. A primeira fase do projeto já foi concluída, consistindo na integração das redes de comunicação por rádio do Distrito Federal.
Próximos Passos
A próxima etapa envolve a instalação de uma operadora móvel virtual segura (SMVNO) no Distrito Federal, destinada a atender as forças de segurança da capital com aplicações que demandam transmissão de dados. Um plano de negócios para a manutenção futura da rede já está elaborado, mas ainda faltam definições sobre a governança da iniciativa.
Discussões de Governança
As discussões sobre a governança da RCP estão sendo conduzidas entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério das Comunicações (MCom). Segundo Segatto, as RFPs (Requests for Proposals) para a contratação do core e do modelo de MVNO já estão prontas, aguardando aprovação para serem lançadas.
Expectativas para o Distrito Federal
No Distrito Federal, projeta-se que até 30 mil integrantes das forças de segurança e de emergência possam utilizar a rede privativa do governo. Após a conclusão da segunda fase do projeto, o objetivo do MJSP é expandir a RCP para o restante do Brasil, integrando a comunicação das forças de segurança em todo o país.
