O PT tem avançado nas tratativas com o empresário Josué Gomes, que se apresenta como o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais. Durante as conversas, Gomes demonstrou disposição em oferecer um palanque para o presidente, o que levou o partido a convocar o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, para participar das discussões finais.
Definições em andamento
Os líderes petistas consideram Josué Gomes como a principal opção para a candidatura ao governo estadual, e esperam uma definição rápida nos próximos dias. O empresário ganhou destaque após a desistência de Rodrigo Pacheco, também do PSB, que era cogitado anteriormente.
No entanto, a urgência das negociações é evidente, já que faltam apenas dois meses para as convenções partidárias que definirão os candidatos para as próximas eleições. Neste contexto, Lula ainda não conseguiu estabelecer um palanque em Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
Preocupações internas
Apesar do progresso nas conversas, o presidente Lula expressou a aliados seu desejo de evitar qualquer tipo de conflito interno ou 'arestas' na aliança. Por isso, ele acredita que a definição sobre a candidatura pode ser adiada um pouco mais.
Alternativas em pauta
Outro nome que estava sendo considerado é o de Alexandre Kalil, do PDT. No entanto, os membros do PT não estão confiantes na viabilidade dessa candidatura, pois Kalil parece hesitante em apoiar Lula. Assim, a possibilidade de uma aliança com o pedetista está cada vez mais distante.
Plano B com Marília Campos
Caso a candidatura de Josué Gomes não se concretize, fontes próximas a Lula afirmam que Marília Campos, atual pré-candidata ao Senado e ex-prefeita de Contagem, poderia ser a opção de sacrifício. A disposição do PT é garantir um palanque para Lula em Minas, mesmo que isso signifique abrir mão de um espaço no Senado.
Os petistas veem Marília Campos como a única alternativa viável caso o plano A não se realize, reforçando a prioridade de assegurar apoio ao presidente no estado.
