O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) decidiu prorrogar o prazo para a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) se manifestar em resposta a uma denúncia que pede a suspensão de seu processo de privatização. A empresa agora terá mais três dias úteis para se posicionar sobre as alegações apresentadas.

A decisão foi tomada na última sexta-feira (22) pelo conselheiro Agostinho Patrus, relator do caso. O prazo original, que era de 72 horas, começou a contar na segunda-feira (18), mas a Copasa solicitou mais tempo para reunir as informações necessárias.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto de Minas Gerais (Sindágua-MG) afirma que os requisitos financeiros exigidos para a participação na privatização são desproporcionais e que o tempo disponível para habilitação é muito curto.

Além disso, a Copasa reconheceu a complexidade da situação e a necessidade de uma análise detalhada dos laudos técnicos apresentados na denúncia. A companhia também alertou sobre possíveis questionamentos judiciais que podem atrasar ou impedir a realização da privatização e afetar a empresa significativamente.