No evento Oracle Data Deep Dive, realizado em São Paulo no dia 21 de maio, a empresa reforçou sua estratégia de inteligência artificial (IA), que vai além dos modelos generativos. Com a apresentação de Leandro Vieira e Marcelo Christianini, a Oracle delineou um futuro baseado em agentes inteligentes, que promovem a integração entre aplicações e dados, ressaltando a importância da governança e escalabilidade.
Visão sobre IA Agentic
A Oracle apresentou diversas inovações voltadas para a IA agentic, que consiste em agentes autônomos que podem executar tarefas e tomar decisões contextuais. Entre os recursos destacados, estão o MCP Server e o Agent Factory, permitindo a execução de agentes diretamente no banco de dados. Segundo Christianini, essa integração será fundamental para a nova geração de aplicações empresariais.
Transformação da interação homem-sistema
Durante a apresentação, Vieira enfatizou que a maneira como interagimos com sistemas está prestes a mudar radicalmente. A previsão é que os agentes assumam funções que anteriormente dependiam de interação humana, automatizando processos e otimizando fluxos de trabalho. Essa transformação é comparável ao impacto da internet e da computação em nuvem.
Importância da governança e arquitetura
Os executivos alertaram que a adoção de IA nas empresas deve estar fundamentada em uma arquitetura sólida. A Oracle afirmou que a velocidade na implementação não deve comprometer a governança e a segurança dos dados. Vieira destacou que muitos erros decorrem da crença de que ferramentas generativas eliminam a necessidade de uma engenharia de software robusta.
Exibição prática e limites do 'vibe coding'
Um dos momentos mais marcantes do evento foi a demonstração prática de Christianini, que comparou aplicações criadas rapidamente por meio de prompts de IA, o que ele chamou de 'vibe coding', com aplicações estruturadas por engenharia de agentes. A comparação destacou como as ferramentas generativas podem criar interfaces rápidas, mas sem a robustez necessária para produção, enfatizando a importância da engenharia na criação de sistemas eficazes.
O novo papel do desenvolvedor
Os executivos também discutiram a transformação do papel do desenvolvedor, que deverá evoluir de executor de código para um profissional com uma visão mais ampla, envolvendo arquitetura e negócios. Paulo Silveira, CEO do grupo Alura, ressaltou que o mercado requer profissionais capacitados a entender o contexto e a experiência do usuário, além do conhecimento técnico.
Foco em segurança e formação
A segurança cibernética também foi um tema central, com Christianini alertando sobre o aumento da velocidade tanto de ataques quanto de defesas. A empresa enfatizou a necessidade de ambientes atualizados e práticas de DevSecOps. Além disso, a Oracle anunciou a expansão do Oracle Next Education (ONE), com foco em formar profissionais em IA, preparando-os para o mercado atual.
