A Polícia Federal (PF) lançou a Operação Linha Fantasma nesta terça-feira (2) para combater fraudes bancárias que utilizam a estratégia da "falsa central telefônica". O esquema envolve o envio de mensagens que alertam sobre compras suspeitas, acompanhadas de um número 0800 para que as vítimas possam entrar em contato com a suposta instituição financeira.

Como funcionam os golpes

Os golpistas induzem as vítimas a fornecer dados pessoais ou realizar procedimentos que permitem o acesso indevido às suas contas. Além disso, há tentativas de solicitar transferências via Pix, sob a justificativa de cancelar compras desconhecidas. Essa abordagem tem gerado preocupação entre os usuários de serviços bancários.

Ação da Polícia Federal

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de duas prisões em flagrante nas cidades de Feira de Santana (BA) e São Paulo (SP). A PF informou que os envolvidos poderão ser responsabilizados por crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Identificação do esquema fraudulento

A investigação revelou que o grupo criminoso utilizava empresas legalmente constituídas e infraestrutura tecnológica para dar uma aparência de legitimidade às fraudes. A PF também detectou movimentações financeiras fracionadas, possivelmente para dificultar o rastreamento dos valores obtidos ilegalmente.

Projeto Tentáculos

A operação foi desencadeada após informações de operadoras de telefonia que detectaram o envio em massa de mensagens fraudulentas. A ação conta com o suporte do Projeto Tentáculos, que estabelece parcerias entre a PF, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e outras instituições financeiras.

Dicas de proteção contra fraudes

A Febraban orienta que, ao receber mensagens suspeitas, os usuários não devem fornecer dados pessoais, como CPF e senhas, e devem evitar instalar aplicativos solicitados durante as ligações. Além disso, é recomendado não acessar links enviados por SMS, WhatsApp ou e-mail. Se houver dúvidas, a federação sugere desligar a chamada e contatar o banco por meios oficiais.