No dia 28 de maio de 2026, ministros de cinco nações sul-americanas se reuniram no Chile para formalizar um plano de combate ao crime organizado internacional. O foco principal da ação será o fortalecimento das medidas de controle migratório e financeiro.
Compromisso Regional de Santiago
O chanceler chileno, Francisco Pérez Mackenna, enfatizou a importância da união entre os países para enfrentar a criminalidade, garantindo segurança e tranquilidade aos cidadãos. "Vamos enfrentar a criminalidade unidos", declarou durante a reunião.
O Equador, que nas últimas cinco anos se tornou o país mais violento da América do Sul, apresentou uma taxa alarmante de 51 homicídios para cada 100 mil habitantes em 2025, um aumento de 550% no período. Essa situação preocupa os demais países da região, onde a taxa média de homicídios é de 18 por 100 mil habitantes, três vezes maior que a média mundial.
Ações Propostas
Durante o encontro, os ministros concordaram em estabelecer um grupo de trabalho que será responsável por desenvolver medidas relacionadas à segurança, inteligência financeira e tributária, além de controle de fronteiras. A ideia é que essas iniciativas fortaleçam a luta conjunta contra o crime organizado.
Pérez Mackenna também destacou que o próximo passo será apresentar o Compromisso Regional de Santiago à Organização dos Estados Americanos (OEA) com o intuito de envolver mais países na luta contra o crime organizado.
Desafios no Chile
A liderança da iniciativa se deve ao governo do presidente José Antonio Kast, que se comprometeu a intensificar o combate à criminalidade. Apesar de o Chile ser considerado um dos países mais seguros da região, houve um aumento nos índices de homicídios e sequestros, especialmente com a influência do grupo criminoso Tren de Aragua.
A taxa de homicídios no Chile subiu para 5,4 por 100 mil habitantes em 2025, o que representa o dobro do registrado uma década atrás. Esse crescimento na violência tem gerado uma percepção de insegurança entre os chilenos.
Próximos Passos
Antes de assumir a presidência, Kast havia realizado visitas a diversos países latino-americanos buscando articular um esforço conjunto no combate ao crime organizado. O grupo de trabalho se reunirá novamente em seis meses, desta vez na Argentina, para dar continuidade às discussões sobre as estratégias de segurança.
