O México se prepara para ser o primeiro país a sediar a Copa do Mundo pela terceira vez, investindo mais de R$ 41 bilhões em melhorias nas três sedes do torneio, com foco especial na Cidade do México. Para garantir o sucesso do evento, o governo e o setor privado estão empenhados em transformar a infraestrutura das cidades que receberão os jogos.
Histórico do México nas Copas do Mundo
O país já foi anfitrião das edições de 1970 e 1986, acumulando um total de 84 partidas realizadas até hoje. Para a Copa de 2026, o México receberá mais 13 jogos, enquanto o Canadá e os Estados Unidos também sediarão 13 e 78 partidas, respectivamente. O México espera atrair mais de 5,5 milhões de visitantes, embora estimativas da consultoria Deloitte indiquem um número bem mais modesto de 836 mil visitantes.
Preparativos e investimentos
Os investimentos para a Copa de 2026 estão concentrados em três áreas principais: mobilidade urbana, requalificação do entorno dos estádios e modernização do transporte público. O governo federal anunciou um aporte de entre R$ 440 milhões e R$ 580 milhões para infraestrutura de mobilidade em cada uma das sedes, além de melhorias em segurança e iluminação pública.
O impacto das obras nas cidades-sede
A modernização do Estádio Akron, localizado em Guadalajara, teve um custo de R$ 217,6 milhões, enquanto o estado de Jalisco já investiu R$ 1 bilhão em obras diversas para a Copa. De acordo com dados oficiais, o investimento total em infraestrutura relacionadas ao evento ultrapassa R$ 6,3 bilhões apenas na cidade de Guadalajara.
Expectativa de retorno econômico
A Cidade do México projeta um retorno econômico de até R$ 11 bilhões com o torneio. Além disso, a Confederação Mexicana de Empregadores estima que o evento pode gerar cerca de 100 mil empregos temporários, beneficiando os setores de hospedagem, alimentação e transporte.
Importância cultural e social
Mais do que um evento esportivo, a Copa do Mundo representa uma oportunidade para o México mostrar sua riqueza cultural e fortalecer sua imagem no cenário internacional. O governo busca reabilitar sítios arqueológicos e melhorar a infraestrutura cultural durante os preparativos, visando apresentar um país progressista e acolhedor ao mundo.
