O Mercosul e o Japão estão prestes a iniciar negociações para um acordo de livre comércio, segundo anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula do G7, na França. A formalização dessa iniciativa deve ocorrer em 30 de junho, durante a cúpula do Mercosul, que será realizada em Assunção, no Paraguai.

Reunião Bilateral

A declaração de Lula aconteceu durante um encontro bilateral com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O presidente ressaltou a forte relação histórica entre Brasil e Japão, destacando que o país abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão e que há um aumento no número de brasileiros vivendo no Japão, o que fortalece a parceria comercial.

Movimentos do Japão

A aproximação do Japão com o Mercosul ocorre em um contexto onde Tóquio tem acelerado suas iniciativas comerciais. Em maio, o governo japonês anunciou a intenção de iniciar negociações formais para um acordo de parceria econômica com o bloco sul-americano, impulsionado pela busca por alternativas às restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos e às limitações chinesas sobre a exportação de terras raras.

Marco de Parceria Estratégica

O Mercosul se destaca como um dos poucos grandes mercados globais com os quais o Japão ainda não possui um acordo comercial. Em dezembro de 2025, Brasil e Japão estabeleceram um Marco de Parceria Estratégica, abrangendo setores como comércio, investimentos e transição energética. Lula expressou esperança de que novas boas notícias possam surgir na próxima reunião do bloco.

Assuntos em Discussão

No encontro entre Lula e Takaichi, também foram abordados temas como a venda de petróleo brasileiro para o Japão. Essa pauta já havia sido discutida anteriormente em reuniões que contaram com a participação do chanceler Mauro Vieira, de um executivo da Petrobras e do ministro japonês da Economia, Comércio e Indústria, Ryosei Akazawa, em maio.

Importância da Reunião

Este é o primeiro encontro oficial de Lula com Takaichi, que se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra no Japão após ser eleita em outubro do ano passado. A expectativa é que essa aproximação traga benefícios significativos para ambos os países, principalmente em termos de comércio e investimentos.