Nesta quarta-feira, 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil está preparado para as potenciais consequências do fenômeno climático El Niño. Segundo Lula, esse evento pode resultar em um aumento significativo do volume de chuvas na região Sul do país, além de agravar as secas e provocar queimadas em outras áreas.

Preparação do Governo

Em seu discurso durante a divulgação de medidas em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto, Lula destacou que, pela primeira vez, o Brasil está se antecipando às possíveis queimadas. “A perspectiva é que o El Niño será muito violento e que podemos enfrentar mais desastres climáticos”, afirmou o presidente.

Comparação com Protestos no México

Além de falar sobre o El Niño, Lula também fez comparações entre os recentes protestos no México e as manifestações que ocorreram antes da crise de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O presidente mencionou que há uma influência externa nos atos mexicanos e que pretende dialogar com a política local.

Impactos do El Niño

O fenômeno El Niño, que retorna ao Pacífico, é considerado um dos mais intensos já registrados e apresenta riscos significativos para o clima, a agricultura e a geração de energia em escala global. A intensificação de chuvas e secas pode afetar diretamente a produção agrícola e o abastecimento de água.

Demarcação de Terras Indígenas

Durante o evento, Lula também abordou as críticas relacionadas à demarcação de terras indígenas e quilombolas. O presidente defendeu a importância dessas terras, afirmando que muitos consideram desnecessárias as demarcações, mas ressaltou que os indígenas não estão tomando terras de ninguém.

Justificativa de Lula

“Os indígenas já têm 14% do território nacional, é muita terra”, disse o presidente, citando a percepção de algumas pessoas. Contudo, ele lembrou que antes da chegada dos portugueses, os indígenas ocupavam todos os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil. “Nós é que estamos devolvendo um pouco do que foi tomado deles”, concluiu Lula.