A leishmaniose visceral se tornou um desafio significativo de saúde pública no Brasil, com o país registrando cerca de 95,5% de todos os casos nas Américas. Essa doença, que pode ser fatal, apresenta uma média de 2.000 novas infecções anuais entre humanos, com uma taxa de letalidade alarmante de 8,5%.
A transmissão da leishmaniose ocorre principalmente através da picada do mosquito-palha, que se infecta ao picar cães, considerados os principais reservatórios do parasita. Embora os cães não transmitam a doença diretamente aos humanos, eles são essenciais para a propagação do protozoário.
Risco contínuo e sinais de alerta
É um equívoco pensar que a leishmaniose desaparece com o fim do verão. Durante o outono, condições climáticas favorecem a reprodução do mosquito-palha, aumentando a incidência da doença em áreas urbanas. Isso exige vigilância constante, pois os sintomas podem demorar a aparecer e serem confundidos com outras enfermidades.
A especialista Kathia Soares alerta sobre a importância de observar sinais como feridas persistentes e perda de peso. O diagnóstico precoce é crucial, uma vez que muitos cães podem sofrer complicações decorrentes da infecção, fazendo da prevenção uma prioridade para garantir a saúde dos pets e da comunidade.
Estratégias de prevenção eficazes
Atualmente, a leishmaniose canina não tem cura, e os cães infectados carregam o parasita por toda a vida. O tratamento existente apenas controla os sintomas. Por isso, o uso de coleiras repelentes e inseticidas se destaca como uma das melhores medidas preventivas, conforme indicam especialistas.
Além disso, manter os ambientes limpos, evitar passeios em horários de maior atividade dos mosquitos e usar telas de proteção são medidas que podem contribuir significativamente para o controle da doença. Proteger os cães vai além do cuidado individual, é um compromisso com a saúde coletiva.