O presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho, expressou preocupações sobre a atuação do Brasil nas negociações com os Estados Unidos, que podem resultar em uma tarifa de 25% sobre produtos exportados. Roriz afirmou que enquanto outros países se anteciparam, o Brasil acabou "empurrando com a barriga" as discussões.

Crítica à Atuação Diplomática

De acordo com Roriz, a diplomacia brasileira falhou em atuar de maneira mais eficaz e profissional. Ele observou que países como União Europeia, Índia e Coreia do Sul conseguiram negociar, ao contrário do Brasil, que enfrentou dificuldades nas tratativas.

Impacto das Tarifas

A investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) identificou práticas comerciais que, segundo Washington, restringem o comércio americano. O relatório recomenda a imposição de tarifas sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, afetando significativamente setores como máquinas, equipamentos e plásticos.

Exportações em Risco

O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, indicou que a recomendação do USTR pode impactar cerca de 21% das exportações brasileiras para os EUA. O setor de plásticos inclui produtos acabados e insumos, como embalagens e tanques de tubulação.

Empregos em Perigo

Roriz ressaltou que a indústria de plásticos é vital para a economia brasileira, empregando 404,6 mil pessoas. Ele alertou que a falta de uma negociação eficaz pode resultar em perda de empregos de qualidade e afetar as exportações de produtos com maior valor agregado.

Futuro das Negociações

O governo americano ainda ouvirá representantes do setor privado antes de tomar uma decisão final sobre a aplicação das tarifas. Roriz concluiu que a condição para evitar as taxas deveria ter sido negociada anteriormente e expressou ceticismo sobre a possibilidade de um retrocesso nas conversas.